Judiciário de MS entrega 7ª escola reformada por presos nesta sexta-feira

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Na manhã desta sexta-feira, (07/04) os alunos do Sesc Lageado se apresentaram na solenidade de entrega da reforma da Escola Estadual Prof. Emygdio Campos Widal, a 7ª instituição de ensino atendida pelo projeto “Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade”.

No total 35 crianças, das disciplinas de Canto e Violão, participaram da apresentação interpretando as canções Novo tempo, Simples Desejo, Além do Arco Iris, Sentimentos são e Trem Bala. As crianças foram conduzidas pelos professores, Bibi do Cavaco e Keila Brito.

A unidade com vocação de cunho cultural, proporciona o acesso da comunidade local aos cursos das linguagens culturais e apresenta novas perspectivas às crianças de uma das regiões mais vulneráveis de Campo Grande. Os alunos do Sesc Lageado têm entre 5 e 16 anos e integram os cursos na Unidade com aulas gratuitas de música (canto, coral, percussão e violão) e balé pelo PCG (Programa Sesc de Comprometimento e Gratuidade).

Além das crianças, participaram da solenidade o presidente do Sistema Fecomércio, Edison Araújo, a diretora regional do Sesc, Regina Ferro, o diretor do Senac, Vitor Mello e a superintendente da Fecomércio, Valmira Carvalho.

Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade – O projeto foi idealizado pelo juiz Albino Coimbra Neto e que utiliza a mão de obra prisional e o dinheiro dos presos para executar as reformas. Com a entrega desta obra, o projeto gera uma economia de aproximadamente R$ 800 mil aos cofres públicos, garantindo que o Estado já economize mais de R$ 3 milhões com estas reformas.

Localizada na Av. Bom Pastor, 460, a escola atende quase 500 alunos e possui 2.000 m² de área construída, num amplo terreno de 8.000 m². A obra teve início em 7 de dezembro de 2016, com 20 presos encarregados de revitalizar todo o espaço que foi inaugurado há 40 anos e nunca havia passado por uma reforma.

O custo para o Estado se resumiu ao salário dos presos. Já o valor do material (orçado em R$ 220.00,00) foi totalmente pago pelos detentos, a partir do dinheiro arrecadado do desconto de 10% do salário de todos os presos que trabalham na Capital, conforme Portaria nº 001/2014 da 2ª VEP.

Para executar todas as tarefas, a equipe de 20 presos contou com dois eletricistas, três pedreiros, um carpinteiro, um instalador de forro, um serralheiro, seis pintores e o restante do pessoal é ajudante, que no decorrer da obra foi se capacitando e adquirindo uma nova profissão.